Family Portrait
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TJ/MG: Oficinas em MG priorizam o bem-estar dos filhos em caso de divórcio

Proteger os filhos dos prejuízos de separações conflituosas é foco de eventos em junho

Um dia, a casa vira duas e a rotina de filhos de pais separados se altera. Pensando no bem-estar dessas crianças, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em parceria com a PUC Minas São Gabriel, realizam a Oficina de Pais e Filhos, nos dias 18 e 19 de junho. O público são as famílias em dissolução de união estável ou divórcio.

Segundo o coordenador do Cejusc de Belo Horizonte, Clayton Rosa de Resende, a ruptura do relacionamento dos pais afeta os filhos. “O Judiciário, por meio da reflexão, busca oferecer apoio especializado aos pais para encontrar saídas possíveis para os conflitos e ajudá-los a perceber a necessidade de proteger os filhos dos efeitos danosos de uma separação conflituosa”, explica.

A psicóloga judicial Fernanda Simplício lembra que a separação em si é um processo de mudança e gera desequilíbrios. De acordo com ela, quando ainda há conflitos entre o casal, este não consegue nem mesmo resolver questões de interesse dos filhos, como pensão, partilhas e guarda.

“No litígio, há muita mágoa ou raiva, trocas de acusações, então há uma disputa por ganho. E isso acaba envolvendo os filhos, porque os pais disputam também quem vai ficar com a guarda”, exemplifica. Ela esclarece que as oficinas não têm a pretensão de resolver os problemas do casal, mas ajudar a rever a postura em relação aos filhos.

Durante o conflito, “os pais não dão mais conta de dialogar, e os filhos ficam num fogo cruzado”, ressalta. Intencionalmente ou não, um ou outro pode dificultar as visitas ao filho, influenciar a criança contra um dos genitores, omitir informações sobre o menor, prejudicando a relação deste com o pai ou a mãe. Essa interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente chama-se alienação parental e também será abordada nas reflexões das oficinas.

Estatísticas

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, no Brasil, foram 373.216 os divórcios concedidos em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais.

Houve um aumento em relação a 2016, quando o total de divórcios foi de 344.526, sendo a região Sudeste a que apresentou a maior taxa geral de divórcio (a taxa é obtida pela divisão do número de divórcios pelo número de habitantes, multiplicando-se o resultado por 1.000).

A pesquisa aponta, ainda, que as pessoas ficam menos tempo casadas. No Brasil, em 2007, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio era de 17 anos. Em 2017, houve uma diminuição da duração do casamento para 14 anos.

E observou, também, que a maior proporção das dissoluções se deu em famílias constituídas com filhos menores de idade, a qual atingiu 45,8%.

Data

As oficinas têm caráter preventivo ou de facilitador na busca de soluções para casos concretos e  destinam-se, portanto, a pais que querem se separar ou já estão em fase de separação.

As oficinas de pais e mães serão realizadas em 18 de junho, às 18h, e 19 de junho, às 13h30, na PUC São Gabriel, salas 107-C e 106-C, respectivamente. Pais e mães participam em dias separados. As oficinas para adolescentes serão realizadas em 19 de junho, às 13h30.

Inscrições

As inscrições já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas na Paróquia Santa Maria de Nazaré ou no Serviço de Assistência Judiciária (SAJ) da universidade, pelo telefone 3439-5232, ou pessoalmente, na Rua Walter Ianni, 155, Bairro São Gabriel.

Fonte: TJ/MG

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