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TJ/MG: TJ/MG amplia acessibilidade a sistema eletrônico

Um curso de capacitação para 19 servidores deficientes visuais de outras instituições mineiras, entre elas o Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), foi realizado em 20 e 21 de maio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef). A formação habilitou-os a utilizar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), ferramenta adotada pelo TJMG e outros órgãos para gerir e processar eletronicamente documentos, expedientes e processos administrativos.

Na oportunidade, os servidores receberam o manual “Principais Funcionalidades do SEI” em braile, elaborado pela servidora e portadora de deficiência visual do TJMG Ana Paula de Oliveira Pereira. Instrutora do curso, ela afirmou que os objetivos propostos foram  alcançados.

“O curso do sistema SEI com acessibilidade para pessoas com deficiência visual foi bastante proveitoso. Os alunos puderam aprender a lidar com um sistema novo para eles, com ferramentas de acessibilidade como leitor de tela (NVDA) e apostila em braile contendo um resumo detalhado de tudo que foi ensinado”, ressaltou Ana Paula.

“A acessibilidade é um tema em voga no cenário público, e o Tribunal, como incentivador da causa, pode contribuir para o trabalho dos deficientes visuais em seus respectivos órgãos. Promove assim um ambiente colaborativo e oferece nossa estrutura e conhecimento para uma ação de alta necessidade e relevante aos servidores dos órgãos participantes”, comentou a juíza auxiliar da Presidência Rosimere das Graças do Couto.

De acordo com a magistrada, a expectativa é que os participantes saiam aptos a desenvolver suas atividades pelo SEI, fazendo com que não haja distinção dos trabalhos executados dentro do sistema.

Inclusão

O servidor do Ministério Público Leonardo Costa Coscarelli concluiu que o curso foi bastante proveitoso por proporcionar um primeiro contato com a plataforma. “Os benefícios são evidentes: agilidade na tramitação de processos, facilidade para organizar e administrar arquivos e controle de segurança no acesso e gestão de informações”, constatou.

“Basta pensar na quantidade de servidores que são empenhados em todas as instituições públicas para as atividades rotineiras de um gabinete: confecção de lista de saída e chegada dos documentos, transporte etc. Tudo isso para entender quanta mão de obra que poderá ser dispensada e reaproveitada em atividades mais efetivas para o interesse público”, destacou Leonardo.

Willian de Lelis Braz Nascentes, também do Ministério Público, avalia como de extrema importância o aprendizado adquirido, por possibilitar às pessoas com deficiência o uso autônomo dos sistemas eletrônicos. “Penso que esse cuidado de disponibilizar formações em consonância com a necessidade do público-alvo, os servidores com deficiência visual, demonstra atenção e zelo. O SEI me pareceu acessível aos leitores de tela que utilizamos e, como todo sistema, deve estar em constante aperfeiçoamento. Caso surjam dificuldades em nossa prática, teremos abertura para comunicar e buscar soluções”, salientou.

A coordenadora da implantação do sistema no TJMG, Fernanda Mendes, observa que o cursojá foi ministrado para servidores com deficiência visual no Tribunal de Justiça. Ela considera importante, diante da adoção do sistema pelos diversos órgãos do estado, a preparação dos servidores para desempenhar suas atividades, sem prejudicar o desempenho profissional.

O curso contempla atividades como iniciar um processo, incluir e editar documentos, inserir assinatura e enviar documento digitalizado.

O responsável pela Secretaria Executiva de Planejamento de Qualidade na Gestão Institucional (Seplag), João Victor Silveira Rezende, considera que a ação educacional promovida pelo TJMG vai muito além de ser uma capacitação para usar uma ferramenta de trabalho. “É na verdade uma grande demonstração de valor, respeito e atenção ao deficiente visual, fomentando sua inclusão no ambiente de trabalho. Gol de placa do TJMG”, elogiou.

Fonte: TJ/MG

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